Prefere ouvir? Aperte o Play!

 

Hoje vamos dar continuidade ao assunto da semana passada: “Não gosto da minha aparência”. Para aquelas que falam que queriam ter uma aparência diferente, que queriam ser mais bonitas, que sentem que não são felizes por causa disso, vocês fizeram aquele exercício de reflexão? Pensaram sobre o que realmente está faltando? Refletiram sobre o que esta angústia na verdade representa? Me contem!

Quero falar sobre como o exterior, as informações do mundo que a gente recebe influenciam a forma em como nos percebemos. A forma como o mercado anuncia está mudando, passando por uma transformação. Cada vez mais tem se pregado que o legal é ser diferente, ser você mesmo. Ainda bem que isso tem sido cada vez mais valorizado.

As crianças que estão nascendo hoje têm a sorte de chegarem em um mundo que abraça muito mais as diferenças, que aceita muito mais as particularidades de cada um e eu acredito que isto vá impactar de forma positiva na construção da autoimagem dessa geração que está nascendo agora mas pra mim, imagino que assim como para vocês, esta influência externa da mídia não foi assim tão fácil. Para quem é da minha geração, eu sou de 82, e viveu e cresceu nos anos 90, sabe que lá naquela época o que era legal era ser igual. Ser parecido com o outro era o que nos tornava pertencentes. As roupas eram iguais, as cores parecidas, o cabelo, a cor do esmalte (rebu, renda, vinho quente hahaha). Os padrões eram muito mais massificados, não só de consumo mas também na aparência. 

Para as gerações anteriores isso era ainda pior, era mais rígido e engessado. Os perfis que víamos na TV, nas revistas e nas novelas era mais ou menos o mesmo, era muito parecido. Em um país majoritariamente de afrodescendentes, nós crescemos assistindo todas as manhãs uma loira de olhos azuis, alta e magra, com as suas assistentes igualmente loiras. 

Para quem tem hoje quase 30 anos ou mais, a beleza sempre teve uma cara, um padrão. E é muito importante você perceber que esses padrões que víamos enquanto crescíamos, enquanto formávamos nosso conceito e autoimagem, foi influenciado por estas informações. Inevitavelmente.

Precisamos parar e pensar que essas informações externas têm uma grande contribuição na forma em como eu me avalio e na forma em como você se percebe e se avalia. Influenciam na forma em como eu posso me achar menos, mais feia. Influencia na forma em como eu posso me achar pouco e na forma em como você se compara e começa a pensar que tem algo de errado com você. Pode então começar a surgir essa vontade de ser diferente, de que não se é suficiente ou bom o bastante. E isto não é aleatório, não é por acaso.

Existem estudos e mais estudos mostrando como essa frustração e baixa autoestima faz com que as pessoas sejam mais consumistas. Existe toda uma indústria para que você se sinta assim, inferior. Isto é o que vai fazer você comprar x, y ou z produto que promete resolver o seu problema.  O publicitário francês Frédéric Beigbeder fala bastante sobre isto, sobre como é construído esse apelo para que você se sinta um ser faltante, incompleto. Isto é o que vai fazer você comprar coisas. Isto é o que vai fazer com que você seja um “bom” consumidor. Frédéric diz que pessoas felizes não compram.

 

Eu disse tudo isto para que você possa repensar esta imagem que tem de si mesma e essa necessidade de ser diferente. Não tem nada de errado com você. Cada um de nós é um ser único e especial, com características particulares. 

O problema é que você foca e coloca toda a sua atenção naquilo que você não gosta. Aí dá ruim, né? Você se olha no espelho e vê o quê? Um nariz grande, um rosto em volta de um nariz. Aí começa a ficar obcecada achando que todo mundo só olha para o seu nariz. É assim que acontece, não é? Eu sei que é porque já ouvi muitas vezes.

Sabe o que você faz? Você dá um zoom naquilo que você não gosta. E o que acontece quando você está fazendo um vídeo ou vai tirar uma foto e dá zoom em alguma coisa? Você ignora tudo o que está em volta e foca em um ponto só. Não é assim? Os outros elementos que estão em volta podem até sumir se você se aproximar muito do ponto que você quer focar. 

E você faz exatamente isso com você mesma, focando no que não gosta. Tanto no físico como na personalidade. Quer ter mais autoestima? Este é um exercício: procurar suas qualidades, aquilo que você gosta em você, aquilo que você tem de bonito e os seus pontos fortes, aquilo que é admirável. E não me venha dizer que você não tem nada. Você só não está conseguindo ver. Você provavelmente está dando zoom naquilo que você não gosta.

Essa semana eu quero deixar um desafio. Como estamos falando de aparência, a proposta é encontrar o que você gosta em si mesma, o que você tem de bonito. O que é? Acredito que muitas de vocês não saibam, porque estão tão focadas no que não gostam, que deixaram de ver o que têm de bonito. 

Essa semana foca em encontrar 3 coisas que você gosta em si mesma e comece a dar mais valor para isso. Comece a dar zoom no lugar certo. E sinta gratidão pelo seu corpo, este veículo que te permite experimentar a vida.

Quando acrescentamos a gratidão tudo muda de perspectiva!

 

Vou ficando por aqui. Te desejo uma ótima semana.

 

Até

Leia também:

Autossabotagem

Autoimagem Corporal e Autoestima

Como desenvolver Autoestima

PARTICIPE DA PESQUISA DE AUTOESTIMA
Suas respostas são confidenciais e vão nos ajudar a melhorar nossos serviços e conteúdo.
São só 2 minutos ; )

ACOMPANHE

Microcast

O Micro podcast da Academia de Autoestima

E-books

Baixe Gratuitamente