Prefere ouvir? Aperte o Play

Nesse papo de hoje eu quero falar sobre o autorrespeito, porque eu percebo que esta é uma questão para muitas pessoas que tem baixa autoestima.

Em qualquer relacionamento é fundamental que exista respeito mútuo para que esta relação seja saudável, equilibrada e prazerosa. Quem já esteve em um relacionamento onde o respeito acaba, sabe que as coisas descambam, às vezes realmente descem ladeira abaixo. Mas o que significa respeitar o outro?

É provável que esse conceito seja subjetivo e cada um tenha uma ideia de respeito, mas acredito que seja possível chegar a um consenso, que seria tratar o outro com dignidade, respeitar o espaço, os valores. Tratar o outro como gostaria de ser tratado. Essas questões são bem básicas quando se fala em respeito, é difícil discordar disso, né? O que muitas pessoas não pensam, principalmente as pessoas que tem baixa autoestima, é de quanto é fundamental o respeito no relacionamento consigo mesmo.

Essa falta de respeito próprio pode acontecer por diversos motivos. Pode ser que isso aconteça por medo, receio de perder alguém, de perder o amor, perder o carinho de uma pessoa, e aí acabam cedendo, fazendo o que não querem, fazendo o que não tem vontade de verdade.

Pode ser que aconteça por uma necessidade de agradar, de se sentir aceito e pertencente. Porque no final do dia o que todo mundo quer é se sentir amado, se sentir aceito, pertencente, se sentir validado, se sentir feliz… Então as pessoas que tem uma baixa autoestima, em nome da aprovação, desta busca por aprovação, podem passar por cima do respeito próprio. Justamente por causa dessa vontade de agradar e querer se sentir pertencente.

Por quê isso acontece?

Porque a pessoa que tem baixa autoestima acha que não é boa o suficiente, ela acha que não é boa o bastante, então existe essa necessidade de querer agradar, porque ela acha que este é um caminho que ela precisa percorrer para ter amor, atenção e carinho. É como se fosse uma forma de compensar este pouco valor que ela acredita ter.

Ou então, como essa pessoa que tem uma baixa autoestima não se valoriza, ela acaba não se respeitando. Porque a gente guarda e cuida aquilo que valorizamos, né? Então em nome de ter esse carinho e atenção muitas mulheres acabam passando por cima do seu respeito próprio. Muitas vezes passam por cima do que elas consideram importante e podem até mesmo passar por cima dos próprios valores, da dignidade…

Quantas mulheres fazem aquilo que não estão com vontade de fazer, não falam não para agradar o outro. Este é um traço cultural muito forte ainda. Nós mulheres fomos criadas para servir, para abrir mão. Apesar de todo este movimento de empoderamento feminino, isto ainda acontece. É claro que em menor proporção mas ainda é um traço cultural muito forte.

Passar por cima dos próprios limites e do respeito próprio pode ter sido algo aprendido também, por repetição de padrão de modelos aprendidos. E a pergunta é: Em nome de quê? Para quê?

Muitas vezes é para ter uma migalha de atenção e carinho. Algumas mulheres por exemplo não respeitam o próprio corpo. Se submetem a coisas que elas acham degradantes, humilhantes. E o mérito aqui não é sobre o que é degradante ou não, é o que você acha que é. É você fazer o que não tem vontade, por medo de perder aquela migalha de atenção. A questão é o sentimento que você fica, por dentro.

Quando uma pessoa faz aquilo que ela não concorda ou não tem vontade de fazer, ela perde ainda mais o respeito próprio e é óbvio que isto tem um efeito negativo na autoestima.

O objetivo aqui não é ter um discurso pudico. Cada um sabe o que faz da sua vida, do seu corpo, mas eu sei que muitas pessoas agem para chamar a atenção, para não serem diferentes, para se enquadrarem ao grupo, ao meio, e depois acabam sentindo culpa, vergonha, arrependimento, aquela ressaca moral. E isto alimenta o ciclo da baixa autoestima.

Qualquer coisa que você faça contra a sua vontade, que passe dos seus limites, vai ter um custo. E eu tô falando aqui de novo dos seus limites, não importa quais sejam eles. Não importa o que o resto do mundo diga. Trata-se de você respeitar o que é importante para você. É aquilo que você acha que é o correto.

E quando nos respeitamos é uma demonstração de valorização de si mesmo. E inevitavelmente vai ter um impacto positivo no valor global que cada um faz de si mesmo, que é a autoestima.

Eu deixo então uma pergunta, uma reflexão: Você está se respeitando de verdade? Respeitando os seus valores? Sua integridade? Seus limites? Sua mente? Seu corpo? Seu espírito? Seu coração? Você está se respeitando se tratando com carinho e amor? Se você não se repeita e se valoriza, não espere ser respeitado e valorizado por outras pessoas.

Espero te ver semana que vem 🙂 

Leia também:

Perfeccionista, eu?

Autoimagem Corporal e Autoestima

Como desenvolver Autoestima

ACOMPANHE

Microcast

O Micro podcast da Academia de Autoestima

E-books

Baixe Gratuitamente