Qual a diferença entre Autoimagem, Autoconceito e Autoestima ?

Diversos autores e pesquisadores contribuíram com pontos de vista variados e esta deve ser a principal razão da não existência de um consenso corrente sobre as definições dos termos. Popularmente há uma grande desalinho e muitas pessoas não sabem ao certo o que significam, acabam fundindo ou confundindo.

Nathaniel Branden, o psicólogo considerado o papa da Autoestima disse que: 

“Autoimagem é quem ou o que nós pensamos ser. Nossos traços físicos e psicológicos, nossas qualidades e imperfeições,nossas possibilidades e limitações, nossas forças e fraquezas… “

É a forma como eu me vejo, não só fisicamente, mas emocional, social, cognitivamente e nos diversos papéis que todos nós exercemos. Eu posso ter uma autoimagem positiva como amiga e uma autoimagem negativa como estudante.

Apesar de ser uma construção interna, tem uma forte influência do que percebi sobre mim a partir de outras pessoas, desde a primeira infância. Por exemplo, se desde cedo ouvi que sou inteligente e capaz, é provavel que esta seja uma informação assimilada na construção da minha autoimagem. Toda criança nasce sem o senso do eu. Esse senso será formado na interação com os pais e o mundo pois uma criança não consegue se avaliar. O retorno das outras pessoas vão formando a forma como ela se enxerga. Quando nossa capacidade cognitiva está apta, podemos e devemos questionar, desafiar e reconstruir nossa autoimagem com uma que seja mais condizente e verdadeira. Nós não somos como nos vemos e a maneira como nos vemos influencia diretamente em nossas realizações e estas jamais serão maiores do que a forma como eu me vejo. 

Autoconceito

William James, considerado o pai da psicologia moderna foi o primeiro psicólogo a desenvolver uma teoria acerca do Autoconceito em seu livro ‘The Principles of Psychology’ de 1890. James subdividiu o Self em dois. O primeiro, subjetivo, o ego, capaz de ter pensamentos, o segundo, o self objetivo, a soma de tudo o que a pessoa entende sobre si.

Charles Cooley e George Mead, principais representantes do interacionismo simbólico da Psicologia Social), postularam a ideia de que “[…] o conceito que uma pessoa tem de seu self surge das 4 interações com os outros e reflete as características, expectativas e avaliações dos demais”. Ou seja, o meu autoconceito depende das minhas interações sociais e o modo como eu percebo o juízo que outras pessoas fazem de mim.

É uma construção daquilo que eu penso de mim e do modo como eu percebo o juízo que outras pessoas fazem de mim e relaciona-se com as minhas interações sociais e funciona como um ajuste do meu eu subjetivo com o mundo exterior.

O Autoconceito é multifacetado, como o autoconceito o pessoal, espiritual, emocional e o físico. Se não somos como pensamos ser, tambem não somos o que pensamos que outras pessoas pensam sobre nós. O auto-conceito é um conjunto de crenças sobre si mesmo, que se exterioriza no seu comportamento, pois cada pessoa age em conformidade com a perceção que tem de si.

Autoestima

É o apreço que sinto por mim, é o sentimento que tenho perante uma auto-avaliação. Não significa ter orgulho, soberba ou sentimento de superioridade. Significa eu me amar e me aceitar mesmo reconhecendo minhas fraquezas e meus defeitos. A forma como eu me vejo, a minha autoimagem e a forma como eu me percebo, o meu autoconceito influenciam diretamente o nível e a qualidade de autoestima. Depende de como o indivíduo concebeu sua imagem e através desta imagem qual o conceito criou de si mesmo, desta junção nasce a autoestima, que para ser satisfatória depende da qualidade da autoimagem e do autoconceito.

A imagem que temos de nós mesmos reflete em nossa autoestima e em nosso comportamento. Uma pessoa que se julga perdedora ou vencedora tenderá a se comportar desta maneira. A forma como nos vemos nos projeta e sinaliza o amor que cada um tem por si . A partir disso, a pessoa constrói um marco interpretativo próprio, ao longo de todo seu desenvolvimento, que permite que a autoestima não modifique-se a cada opinião alheia, mas pode modificar-se quando necessário. É ser capaz de respeitar, confiar e gostar de si mesmo, assim como de se valorizar. Uma autoestima mais real e positiva é alicerce para que o indivíduo tenha segurança e confiança em suas habilidades e competências, busque momentos de felicidade, reconheça suas qualidades/defeitos, não considerar-se superior (nem inferior) aos demais, seja flexível, aberto e compreensivo, tenha capacidade de superar seus fracassos, saiba estabelecer relações saudáveis com os demais, seja crítico, construtivo e coerente consigo e com os outros.

A partir da Autoimagem se desenvolve o Autoconceito e estes influenciam diretamente no nível e na qualidade da Autoestima. Como você se vê ? A imagem construída provavelmente não é verdadeira. É só a forma como você aprendeu a se ver. Identifique, questione e se for o caso, rejeite. A tendência é nos comportarmos para confirmar a forma como nos vemos. Se eu me vejo como incapaz de realizar algo, é provável que não consiga de fato.

 

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Pare de se comparar !

É preciso estar bastante seguro de quem se é e do próprio valor, para não deixar-se abalar com tantas ideias do que “deveríamos” ser.

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